Buddy Guy retorna aos palcos brasileiros no dia 11 de Maio de 2012, no VIVO RIO, em única e imperdível apresentação. Classificado entre os 30 maiores guitarristas de todos os tempos pelas revistas Rolling Stone e Billboard, Buddy é uma lenda do blues com cinco Grammys em suas prateleiras. Próximo de completar 76 anos, o guitarrista vai mostrar músicas de seu mais recente álbum, Living Proof (2010).
Neste album, Guy vai fundo em sua marcante vida . Seu som influenciou titãs do rock como Jimi Hendrix, Eric Clapton, and Stevie Ray Vaughan, mas ele continua em busca de novos sons e idéias.
Datas e horários:
31 de Maio, às 21h30
“Chamam-no de o futuro do Blues, mas estão errados – Joe Bonamassa é o presente; tão inovador que beira a definição de contemporâneo.” – Classic Rock Magazine. Bonamassa tem sido coroado como um dos melhores guitarristas do mundo, evoluindo rapidamente para tornar-se um brilhante, carismático e hipnotizante blues-rock star, assim como um cantor-compositor de profundidade estilística e ressonância emocional.
Joe Bonamassa visita o Brasil pela primeira vez – 31 de maio, no Vivo Rio, e 02 de junho, no HSBC Brasil, em São Paulo!
A lojinha que fica ao lado de um puteiro na Rua do Rosário continua abastecendo minha coleção. Amém. Esta semana adquiri o cd acima, da lendária Janis Joplin. Trata-se de uma arqueologia musical resgatada dos arquivos do produtor musical Owsley Stanley, falecido aos 76 anos em 2011, que no meio da cena musical era conhecido como "Bear", daí o título, cara que foi o responsável por esta gravação bastante crua, mesmo considerando a remasterização que o próprio conduziu pouco antes de morrer.
Fiquei feliz em comprar algo inédito de Joplin tantos anos depois, mas devo confessmeu ouvido está aceitando muito bem sons que não sejam aente perfeitos. Isto não é exclusividade deste cd, recentemente fiqueito decepcionado com o som "pobrinho" de edição com 2 cds e um dvd de Ella Fitzgerald "Best of the BBC Vaults". Mas esta é uma outra hória que conta depois.
O som é, em termos de qualidade, então, um pouco distante de gravações ao vivo disponíveis do catálogo de Janis, mas, encontrar e lançar material inédito depois de tantos anos milagre e vale sim como registro histórico de um show realizado numa pequena casa de São Francisco, então um templo dos malucos beleza dos EUA. Mas o cd capta muito bem a química entre Janis e esta que foi sua principal banda de apoio. Em se tratando desta cantora, falecida aos cabalísticos 27 anos, o esssencial era mesmo a intensidade, magia e emoções que ela proprocionava cantando com o coração.
Faixas:
1. Combination Of The
2. I Need A Man To Love
3. Flower In The
4. Light Is Faster Than
5. Summertime
6. Catch Me Daddy
7. It's A Deal
8. Call On Me
9. Jam - I'm Mad (Mad Man Blues)
10. Piece Of My
11. Coo Coo
12. Ball & Chain
13. Down On
14. Call On
Lembrando de Janis Joplin, abaixo um clipe gravado no ano em que ela nos deixou. Saudade desta cantora que dizia que ao subir no palco se sentia fazendo amor com 50 mil pessoas, mas que depois ia dormir sozinha.
Dentre os fartos e substanciosos depoimentos colhidos pelo cineasta Walter Carvalho para seu documentário sobre Raul Seixas (1945 - 1989), o do guitarrista Jay Vaquer, que conviveu com o cantor e compositor baiano nos Estados Unidos dos anos 70, talvez seja a chave para decifrar (um pouco) o mito que Carvalho investiga com precisão e estilo no documentário Raul- O Início, o Fim e o Meio, em cartaz nos cinemas brasileiros desde 23 de março de 2012. Após revelar que Raul chegava a tomar tranquilizantes para lidar com os executivos da CBS no período em que trabalhou como produtor musical na gravadora, Vaquer ressalta a habilidade do Maluco Beleza para manter em cena a personagem que lhe deu fama a partir de 1972. Ao argumentar que às vezes Raul Seixas fingia que era Raul Seixas, Vaquer dá pista certeira para se entender a alma de um artista que, sim, virou personagem alimentada por aura lendária. O filme jamais nega a lenda. Só que procura oferecer subsídios para que se desvende o ator-cantor que se escondia atrás de sua personagem. A precisão do filme reside no mérito de ouvir pessoas que habitavam o universo ao redor do artista. Falam no filme a mãe, (todas) as ex-mulheres, os amigos da infância vivida na Bahia e Paulo Coelho, o parceiro de Raul na composição de boa parte do repertório dos quatro álbuns fundamentais do artista, lançados entre 1973 e 1976. O estilo reside na inclusão de cenas do filme Easy Rider - o clássico road-movie norte-americano de 1969 - ao som de gravações de Elvis Presley (1935 - 1977) e Luiz Gonzaga (1912 - 1989), dois ídolos que ajudaram Raul a moldar um rock de sotaque brasileiro que flertava com o baião e com o cancioneiro sentimental. "Ele ouvia Luiz Gonzaga e bolero", revela a mãe, Maria Eugênia, testemunha da decisão de Raul de se filiar ao Elvis Rock Club, fã-clube do qual foi o sócio de número nove. Contudo, se as ex-mulheres expõem a dor e a delícia de amar um artista que se envolveu de forma autodestrutiva com o álcool, o depoimento mais contundente é mesmo o de Paulo Coelho, ouvido em Genebra, na Suíça. Às voltas com inquietante mosca, Coelho confirma que havia competição entre ele e Raul e admite que apresentou todas as drogas ao parceiro (e que não se culpa por isso). Mais adiante, o filme foca outra rivalidade, a que ainda existe entre Coelho e Claudio Roberto, o parceiro mais frequente de Raul após o rompimento entre os autores de sucessos como Gita. A propósito, ao abordar o misticismo de Raul, o diretor do filme poderia ter sido um pouco mais rigoroso no burilamento de seu estilo. O filme teria roçado a perfeição se os depoimentos de remanescentes da Sociedade Alternativa tivessem sido tratados com a precisão com que Walter Carvalho edita o número em que Caetano Veloso canta ao violão Ouro de Tolo (Raul Seixas), música do primeiro álbum de Raul Seixas, Krig-Ha-Bandolo (1973). Nada que tire o mérito do documentário, contudo. Até porque, ao remexer no baú do Raul, o cineasta apresenta fartas imagens do cantor, visto em foto como integrante de sua primeira banda (a efêmera Relâmpagos do Rock), em vídeo com Zé Ramalho e em cena, ao vivo, cantando em shows como o feito em 1979 em embrionária edição do festival Hollywood Rock e em 1988, no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), onde Raul dividiu pela primeira vez o palco com seu conterrâneo Marcelo Nova, mentor da banda baiana Camisa de Vênus. Aliás, o documentário não se exime de pôr em discussão de forma direta a natureza da relação de Raul com Marcelo Nova, com quem Raul fez 50 shows entre 1988 e 1989, ano de sua morte. Para alguns um oportunista que se aproveitou da fama de Raul, Nova ajudou seu ídolo, pagando inclusive a feira do colega quando este já vivia com dificuldades e doenças derivadas do alcoolismo. "Fiz por um sentimento de débito com um cara que me apontou um caminho", alega Nova em sua defesa. À medida em que se aproxima do fim, o documentário atinge seu pico de emoção. Fica impressa na tela a grandeza do mito. A força da lenda."Lenda não tem história. Raul é lenda. Então pra que contar a história?", provoca Paulo Coelho no início de seu depoimento. Pois Walter Carvalho conta essa história e - apesar de uma ou outra gordurinha (como o depoimento do ator Daniel Oliveira sobre a pronúncia do nome de seu filho) - o faz com tanta propriedade e estilo que o documentário se revela imperdível para quem se interessa pelo mito de Raul Seixas, esse cantor que, como bem ressalta Jay Vaquer, foi também um pouco ator...
Acabou um show, começa outro. A fila sempre anda. Não pretendo ir mais a shows em estádios, depois do que Roger Waters fez no Engenhão. Mas não posso me afastar da música. Parafraseando o próprio Mr. Waters, numa das frases escritas no muro: NEM FUDENDO.
Então abram as mentes e ouvidos agora para Joe Bonamassa. Não tenho medo de dizer que se trata, na atualidade, do maior guitarrista de blues-rock do mundo. Sim, estou incluindo na lista o velho e bom Eric Clapton que, aliás, deu canja no show de Bonamassa no Royal Albert Hall, como poderão ver num vídeo abaixo. Eric não faz esta cerimônia pra qualquer um. Foi lá carimbar o passaporte do jovem americano. Foi bonito ver o duelo de guitarras, e duas gerações se encontrando no palco nesta passagem de bastão.
Muito bom perceber que a carreira de JB cresceu além do universo do blues, o que é um risco recorrente neste segmento. Ele virou um cara maior que isso, entrou pro mainstream. Que bom. Melhor ainda poder vê-lo aqui no Rio ao vivo e no AUGE da carreira, o que nem sempre ocorre. Isto se deve ao seu talento e também a um carisma e presença de palco que, por exemplo, nunca vi em Warren Haynes (do Allman Brothers e do Gov't Mule).
Bonamassa está com 34 anos e rumo ao topo do mundo. Além de uma carreira que o faz neste momento estar no meio de uma turnê muito grande, ele teve a felicidade de se encontrar com os mestres, além de Eric, ele já esteve com Leslie West, do Mountain, e faz parte do projeto Black Country Communnion, que tem Glenn Hughes (ex-Trapeze, Deep Purple) no baixo e vocal. Mas a carreira solo dele decolou, então, não é possível excursionar com o Black Country. Hughes está feliz por Joe, mas triste por ver que seu sonho de estar de novo numa grande banda fica cada vez mais distante com a subida de Bonamassa aos céus da música.
JB começou a ter guitarras aos 13 anos. Hoje está com umas 215. A maioria Gibson Les Paul Bonamassa. Pois é, o sujeito está com moral. Entretanto, o que pode parecer uma mera excentricidade, acaba por dar ao público a possibilidade de assistir a um artista deste quilate tocando, geralmente, nove guitarras por show. Isto hoje em dia, conseguir sonoridades diferentes de uma guitarra, pode ser obtido com pedais. Mas nada será como guitarras diversas, fazendo sons diversos e típicos. Viva o tradicionalismo e a megalomania de Boanamassa.
Músico excepcional, JB é rei de riffs poderosos, que são alcançados com muito estudo, para não se perder uma nota, aproveitando o som até o último tom. Ele dá um banho também no violão, em seu show sempre rola um set acústico. Não fica de fora o uso do slide guitar, um clássico do velho blues. Importante saber reverenciar as raízes e os mestres. Bom cantor, de voz rascante e firme, trata-se ainda de um compositor. Isto para alguém que tem o blues na alma é vital. Há de se fazer mais e melhores blues (valeu a lembrança, Spike Lee).
Sempre toca um cover, seja um "Blues De Luxe" (Jeff Beck Group, 68, com Rod Stewart), já gravou "Cradle Rock", de Rory Gallagher (salve!!!), e vem homenageando Gary Moore (R.I.P.). No outro clipe abaixo, ele encerra seu show no Royal Albert Hall com uma Gibson Flying V. No meio da música do ZZ TOP, "Just Got Paid", faz um improviso citando o riff de "Dazed & Confused", do Led Zeppelin. É de arrepiar. O templo inglês quase veio abaixo.
Se você leu até aqui, por favor, vá ao show no proximo dia 31/05, no Vivo Rio. Será a oportunidade de ver a nova lenda da guitarra blueseira, posto que já foi de Eric, Hendrix, Rory e SRV, e que agora é de Joe Bonamassa.
"The Wall - ao vivo", de Roger Waters: o maior espetáculo audiovisual do mundo
Depois de já ter colocado aqui posts que contam a história do disco e do filme "The Wall", de Roger Waters, ficaria meio deja vú dizer o que foi o show da última quinta-feira no longínquo Engenhão. Mas o que pode ser dito de uma obra de arte por qualquer um é o sentimento único, este cada pessoa vai ter o seu, pois não se "entende" uma obra de arte, se aprecia, se energiza, se engrandece com a mesma e.... se aprende. Nos tornamos seres humanos melhores quando nos alimentamos de arte.
Eu vou a shows de rock em grandes estádios desde 1983, com o Kiss no Maracanã. Tive a oportunidade de assistir àqueles shows que nos últimos vinte anos vem sendo apontados como de maior estrutura e complexidade de som, imagem e cenário. Assisti o U2 no auge de sua excentricidade pop; vi Sir Paul McCartney duas vezes; Rolling Stones idem, sendo uma no Maracanã e outra na praia de Copacabana, para mais de um milhão de pessoas; o Metallica duas vezes; isto só para citar os grandes e poderosos chefões do show business mundial.
Então, sinto-me à vontade agora para dizer que, na minha opinião, o show IMPECÁVEL que o gênio brilhante e atormentado de Roger Waters criou, nesta releitura mais de trinta anos após o lançamento da obra "The Wall", é o MAIOR ESPETÁCULO AUDIOVISUAL DO MUNDO, seja do rock ou não, incluindo ainda cinema 3d, desfile de escolas de samba cariocas, Broadway ou qualquer ópera tradicional já feita.
Estou chocado. Estou maravilhado. Estou embevecido. Estou também orgulhoso e me sentindo privilegiado por ter presenciado um espetáculo desta magnitude. Eu já tinha assistido a este show no youtube em várias versões, desde que o ex-Pink Floyd iniciou esta megaturnê em 2010. Mas nada se compara a experiência de estar lá ao vivo, e sentir, ver e ouvir tudo que Roger Waters preparou com seu perfeccionismo obsessivo.
Entrando no Engenhão, que parecia não estar lotado, apesar de os jornais estarem dizendo que lá haviam 50 mil pessoas, se vê todo o gigantismo do muro que fica atrás de um dos gols e pega toda a extensão disponível. Aquela parede vai projetar imagens em altíssima definição de Waters, principalmente, muito pouco da banda, e MUITO daquilo feito especialmente para criar o clima e passar as mensagens da história desta ópera rock. Nunca vi nada igual em termos de perfeição de imagem e da criatividade de se usar o muro como uma tela viva de interação do artista, e de sua obra, com o público.
Foi bom ficar na pista longe do palco, para se ter a dimensão das projeções. Quem optou pela prime perdeu muita coisa de som e de imagem. O show começa e já dá para perceber o EXCEPCIONAL som quadrifônico desenhado, nos colocando como num "home theater" dentro do estádio. As torres ficam suspensas em volta do público e nas arquibancadas. Quem ficou no gramado do estádio teve logo no início a sensação de estar no meio da guerra em que o pai de Roger Waters morreu, dado o realismo de sons de rajadas, de explosões e rasantes de helicópteros e aviões.
Ao final da primeira música, "In The Flesh", uma réplica de um avião da força aérea britânica usado na Segunda Guerra sai do alto da arquibancada, passa pelo público e se choca com o muro e explode. Espetacular!!! Com a morte do pai de Waters se inicia o muro que é criado ao redor deste ser humano, dentro do qual ele se isola. O muro é erguido também pelos "tijolos" do medo, da repressão do professor, da mãe superprotetora, do mundo de sucesso do rockstar Pink Floyd, das drogas, mulheres e da alienação, até a sua derrubada após o julgamento final.
O som da banda é algo que estou impactado até agora. Em quase trinta anos vendo shows ao vivo, nunca ouvi nada tão excepcional. O som da banda estava PERFETITO. Falei com um amigo/irmão que estava comigo que parecia o som de um cd ouvido em casa: alto, limpo e claro. Não existia a natural diferença entre o som de um disco e um som ao vivo, até nas suas eventuais divergências e imperfeições, afinal, um estádio não é um estúdio onde se grava um cd. Roger Waters redefiniu o conceito de som de um show ao vivo. Acreditem, a sensação era de estar ouvindo o cd "The Wall".
Roger Waters canta, toca seu contrabaixo preto, mas neste espetáculo, surgido de suas mais profundas angústias e inquietações, ele também atua, dirige e produz esta ópera rock "The Wall". O cara é um gênio. Muito ainda há de se reverenciar este sujeito, líder linha dura do Pink Floyd, mas que com seu despotismo artístico conseguiu levar a banda a patamares que os outros colegas não teriam a criatividade e inventividade necessárias de fazê-lo sem este cara. Waters foi o letrista e o cérebro por trás de toda a qualidade e inteligência da obra do Pink Floyd.
Comparando este show com o anterior de Waters que assisti na Apoteóse, também grandioso e brilhante, onde tocara dentre outros clássicos o "Dark Side" na íntegra, se vê que com "The Wall" se atinge o máximo do que este gênio queria passar de recados emocionais, políticos e estéticos. A história será sempre atual pois ainda há tijolos e muros sendo criados ao redor das pessoas.
Foi emocionante a homenagem feita ao brasileiro Jean Charles, brutalmente assassinado em Londres, ou seja, na terra de Roger Waters. Há de se ter consciência política, e senso cosmopolita e humanitário, para repudiar qualquer ato de violência, inclusive no seu próprio país. O show foi dedicado à família de Jean, e a sua luta por justiça e verdade. Homenagem especialíssima ao Brasil.
Depois deste show sinto a necessidade de me afastar dos grandes espetáculos de rock. Acho que já vi de tudo que gosto. Sinto-me completo depois deste show. Dificilmente algum outro vai me tirar de casa e fazer encarar um estádio novamente. Estou feliz: "The Wall" pode encerrar em alto estilo minha lista de grandes shows. Daqui pra frente, quanto menor melhor, tipo lugares pequenos, um blues, um piano, um jazz, um banquinho e um violão. Roger Waters agora colocou um muro estético em frente da minha percepção roqueira. Obrigado, Mr. Pink Floyd. Eu amo muito isso tudo.
"Os gaúchos pareciam mais do que satisfeitos quando receberam o show que ROGER WATERS em 2002. Os fãs mais antigos do músico, que cresceram ouvindo os clássicos “Darkside of the Moon” (1973) e “Wish You Were Here” (1975), imaginavam que haviam presenciado a única e definitiva performance do ex-PINK FLOYD na cidade. No entanto dez anos se passaram e o baixista/vocalista inglês retornou a capital gaúcha ára um espetáculo ainda maior. A ópera-rock batizada com o nome The Wall Live relembrou o disco mais popular da sua ex-banda e impressionou cada um dos 48 mil presentes que compareceram no estádio Beira-Rio.
A maioria dos ingressos foi vendida antecipadamente e restavam poucas entradas na bilheteria no dia do show. Para muitos, o ex-PINK FLOYD trouxe o maior espetáculo que a capital gaúcha já viu em seus 240 anos de história. O imenso palco precisou de seis dias para ser montado e mais de cem toneladas de equipamento foram utilizadas em duas horas de show. Portanto, não foi de se estranhar as imensas filas que foram formadas desde cedo na frente do estádio do Sport Club Internacional e o trânsito caótico que dominou todo o entorno do Beira-Rio horas antes do início do da apresentação. O primeiro espetáculo da turnê brasileira The Wall Live – que lotou nove datas em Buenos Aires semanas antes de embarcar para o Brasil – teve que ter o seu início atrasado propositalmente por causa da dificuldade de acesso por parte da plateia. O público ainda chegava ao local do show em grande volume minutes antes do horário previsto para a sua abertura.
O público que enchia o gramado do Beira-Rio estava muito animado quando às 20h40 uma série fogos de artifício iluminaram o imenso palco e os 137 metros de largura do muro montado nas extremidades laterais do cenário. Com uma cerimônia emocionante para a maioria, a abertura do espetáculo baseado no disco “The Wall” (1979) levou os mais fanáticos às lágrimas. A plateia cantou junto com Waters a faixa “In the Flesh?” e ficou literalmente de queixo caído com a grandiosidade da performance de toda a banda. Em um primeiro momento, a música parecia apenas um complemento para o gigantesco teatro que foi montado ao ar livre. A qualidade do show comandado por ROGER WATERS é indescritível apenas com palavras. Os fãs do PINK FLOYD que deixaram de comparecer ao Beira-Rio certamente perderam o maior e mais envolvente espetáculo que já passou pela cidade em todos os tempos.
A pequena réplica de um avião da II Guerra Mundial se colidiu surpreendente com o muro antes de a banda de Waters executar de maneira emocionante “The Thin Ice”. As imagens projetadas nas paredes comprovaram que o álbum “The Wall” (1979) venceu a barreira do tempo. As vítimas do terrorismo pós-11 de setembro foram relembradas na música que muito serve como tributo a todos que morreram na II Guerra Mundial. Na sequência, a óbvia “Another Brick in the Wall Part I” enalteceu os ânimos dentro do Beira-Rio. A faixa mais famosa do disco conceitual do PINK FLOYD levou ao palco o boneco inflável do professor malvado – de cerca de dez metros de altura – para enriquecer ainda mais um espetáculo puramente visual. No entanto, os pequenos da ONG Canta Brasil tornaram o coro de “Another Brick in the Wall Part II” ainda mais marcante e inesquecível. O show de ROGER WATERS corria com absoluta tranquilidade e qualidade técnica acima da média.
A primeira – e única – pausa de ROGER WATERS para conversar com a plateia foi muito útil para que o caráter meramente contemplativo do show fosse quebrado. O público pouco interagia com os músicos – até porque havia muito detalhes para acompanhar em cada um dos mais de 420 tijolos erguidos ao lado e em frente ao palco. Na pausa, o ex-PINK FLOYD ressaltou que a obra “The Wall” (1979) não foi composta exclusivamente para falar da sua vida: do pai que morreu durante a guerra e do casamento fracassado nos anos setenta. A turnê é uma homenagem a todos aqueles que também sofreram um dia. A figura do brasileiro Jean Charles é que ganha destaque na performance de “Mother”. Os aplausos do público são sinceros também na virada para a bonita “Goodbye Blue Sky”. Não há dúvidas de que os onze músicos que acompanham Waters ao vivo tornam o espetáculo ainda mais redondinho. O tecladista Harry Waters (filho do homem) e o vocalista Robbie Wyckoff (que muito lembra DAVID GILMOUR) exemplificam muito bem isso em “Young Lust” e “Don’t Leave Now”. A primeira parte do espetáculo foi encerrada com a curtinha “Goodbye Cruel World”.
Os vinte minutos de intervalo entre o primeiro e o segundo ato do show tem dois motivos para existir e dividir o repertório. A primeira utilidade é dar um óbvio descanso ao britânico que ultrapassou há tempos a marca dos sessenta anos de idade. O segundo motivo é dar um pequeno tempo ao público para assimilar tudo o que aconteceu em pouco mais de uma hora de show. O ex-PINK FLOYD deixou nas entrelinhas diversas mensagens ao povo brasileiro – não representadas apenas na figura de Jean Charles. Com o muro todo de pé, a banda aproveitou toda a estrutura para transformar o Beira-Rio em uma verdadeira sala de cinema a céu aberto. O andamento do espetáculo correu de maneira natural com “Hey You” e a introspectiva “Is There Anybody Out There?”. Porém, o ápice do show ainda estava a caminho. A operística “Bring the Boys Back Home” funcionou perfeitamente como entrada para a sensacional “Comfortably Numb” – certamente o grande momento da noite. A performance impecável de ROGER WATERS foi brindada com um solo à altura de DAVID GILMOUR executado por Dave Kilminster. Para muitos, a noite estava ganha aqui.
As grandes surpresas de The Wall Live estavam em grande parte concentradas na primeira metade do show. O porco gigante que flutuou sobre a plateia – recheado de mensagens contestadoras retiradas do cotidiano gaúcho – foi a última novidade visual do espetáculo. A performance de ROGER WATERS passou a se concentrar então no que era projetado no muro e a sequências de imagens dialogava quase que permanentemente com o baixista/vocalista britânico. As faixas “In the Flesh” e “Run Like Hell” – dedicada aos paranoicos que estavam presentes no show – conduziram a apresentação até a agitada “The Trial”. O marcante encerramento da música – com o uníssono “tear down the wall!” (derrubem o muro!) – indicou claramente o que estava prestes a acontecer. O público foi ao delírio ao mesmo tempo em que os tijolos desabaram em frente ao palco. Porém, ainda restava mais um ato. Com ROGER WATERS no trompete, “Outside the Wall” colocou o ponto final na história iniciada duas horas atrás.
Embora a saída do Beira-Rio tenha sido caótica para muitos, sobretudo para quem dependia do transporte público ou de um táxi, o sentimento era um só: a noite foi realmente incrível. A opinião era a mesma para os mais fanáticos pelo PINK FLOYD e também para todos os curiosos que compareceram ao estádio apenas para assistir o espetáculo de luzes e efeitos especiais. A simpatia e a competência técnica de ROGER WATERS e de toda a sua banda não deram margem para que nenhum deslize fosse colocado à tona. O show foi ótimo – provavelmente um dos melhores espetáculos que passou em Porto Alegre em todos os tempos – e deixou outro sentimento ainda mais aflorado dentro do peito de cada um. O de que o ex-PINK FLOYD volte para a cidade o quanto antes com essa mesma turnê ou outra qualquer."
Set-list:
01. In the Flesh? 02. The Thin Ice 03. Another Brick in the Wall Part I 04. The Happiest Days of Our Lives 05. Another Brick in the Wall Part II 06. Mother 07. Goodbye Blue Sky 08. Empty Spaces 09. What Shall We Do Now? 10. Young Lust 11. One of My Turns 12. Don't Leave Me Now 13. Another Brick in the Wall Part III 14. The Last Few Bricks 15. Goodbye Cruel World 16. Hey You 17. Is There Anybody Out There? 18. Nobody Home 19. Vera 20. Bring the Boys Back Home 21. Comfortably Numb 22. The Show Must Go On 23. In the Flesh 24. Run Like Hell 25. Waiting for the Worms 26. Stop 27. The Trial 28. Outside the Wall
Ex-baixista do Legião Urbana é encontrado vivendo nas ruas
Fonte: O Dia
Rio - O baixista Renato Rocha, que fez parte da formação original do Legião Urbana e participou da gravação dos três primeiros discos do grupo, agora vive na rua, no Centro do Rio. Em matéria exibida no "Domingo Espetacular", da Record, na noite deste domingo, o músico falou de sua vida após a fama.
Em um vídeo da época, Dado Villa-Lobos e Paulo Bonfá explicam que Renato Rocha foi expulso da banda por era "muito louco" e faltava aos ensaios e se atrasava para os compromissos.
"Ele era uma pessoa ótima, inteligente. Sóbrio era fácil de conviver", disse o músico sobre o amigo Renato Russo. "Eu nunca fui bom escritor, mas tinha ideias e conversava com ele, e ele escrevia", contou sobre o processo de criação das músicas.
Renato diz que está nas ruas há cinco anos, mas não consegue explicar direito como chegou a essa situação. O músico ainda revela que o dinheiro dos direitos autorais é muito pouco. "Como é que pode um disco vender mais de doze milhões de cópias e eu ficar na rua?", questiona.
A reportagem da emissora apurou junto ao Ecad - órgão responsável pela arrecadação e distribuição de direitos autorais no Brasil - que nos último dez anos ele recebeu R$ 109.953,00, uma média de R$ 916 por mês.
"No final dos anos 1960 e início dos 70, um fenômeno musical surgiu na Inglaterra e rapidamente chegou à América: o Hard Rock. Bandas como DEEP PURPLE, BLACK SABBATH e LED ZEPPELIN surpreendiam o mundo com um som alto, pesado e diferente de tudo criado anteriormente. Paralelo ao começo das atividades destes importantes nomes do gênero, um power-trio de estilo semelhante ganhava notoriedade nos Estados Unidos, o GRAND FUNK RAILROAD. A banda rapidamente se tornou sinônimo do que muitos saudosistas chamam até hoje de "Hardão". Essa época de ouro foi revivida no último sábado (10), durante a apresentação do vocalista e guitarrista Mark Farner em São Paulo.
Trilha sonora composta por canções Blues, sem atração de abertura e início da apresentação exatamente no horário previsto (22h). Assim começou a noite que marcou o primeiro show de Mark Farner no Brasil, que faz parte da "Loco-motion Tour 2012". Acompanhado por Lawrence Buckner (baixo) e The H. Bomb Crawford (bateria), o líder do GRAND FUNK RAILROAD entrou no palco ovacionado pelo bom público que compareceu ao Via Marques.
Após uma breve saudação: "São Paulo, vocês estão prontos?", a música de abertura foi justamente "Are You Ready", executada fielmente como a versão contida no álbum 'On Time' (1969). De cara vale destacar que a "cozinha" ao lado do guitarrista foi composta por dois excelentes músicos. Buckner adicionou ao peso das canções uma boa dose de R&B, enquanto Crawford mostrou porque já tocou com James Brown.
Logo na introdução de "Rock & Roll Soul", com a entrada de Karl Propst no teclado, ficou claro que o evento seria focado nos clássicos lançados pelo GRAND FUNK RAILROAD. A produção do evento também seguiu à risca o fato de a banda tocar muito alto nos anos 1970. A ideia foi complementada com uma ótima produção no que diz respeito à aparelhagem, sincronia e acústica.
No palco, a desenvoltura e carisma de Mark Farner foram notáveis. O músico interagiu bastante com o público e até arriscou algumas palavras em português. A retribuição, como não poderia ser diferente, era imediata, com direito a côro de "olê, olé, olê, olê... Farner! Farner!". O guitarrista também mostrou versatilidade ao assumir o teclado em "Footstompin’ Music" e "Mean Mistreater", além de fazer jus ao apelido de 'Rock Patriot' durante “We’re An American Band”, música que alcançou o primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos em 1973.
Do álbum 'All The Girls In The World Beware!', cuja capa ficou mundialmente conhecida pelo fato de o ator Arnold Schwarzenegger "emprestar" o corpo aos integrantes do Grand Funk, apenas "Bad Time" foi tocada, porém de forma emocionante e impecável. Mas o ponto alto da apresentação foi durante a respeitável dobradinha "The Loco-motion" / "Heartbreaker". A primeira, que leva o nome da turnê, foi lançada originalmente por Little Eva no longínquo ano de 1962 e regravada por Mark Farner e C&A no álbum 'Shinin' On' doze anos depois. A segunda, iniciada após o guitarrista agradecer quem compareceu ao show, fez com que até este redator que vos escreve ficasse com os olhos marejados.
No tradicional bis, outro cover deu as caras: "Inside Looking Out", da banda THE ANIMALS, que contou com uma gaita blueseira tocada pelo mestre de cerimônias da noite. Na sequencia, "I'm Your Captain", do álbum 'Closer To Home', ficou encarregada de fechar em ótimo nível uma apresentação e tanto do GRAND FUNK RAILROAD... aliás, de Mark Farner."
Mark Farner em São Paulo Data: 10 de março de 2012 Local: Via Marques Turnê: The Loco-motion Início: 22h Término: 23h30
Vocal/guitarra: Mark Farner Baixo: Lawrence Buckner Bateria: The H. Bomb Crawford Teclado: Karl Propst
1. Are You Ready 2. Rock & Roll Soul 3. Footstompin' Music 4. We're An American Band 5. Mr. Limousine Band 6. Paranoid 7. Mean Mistreater 8. Shinin' On 9. Sin's Good Man's Brother 10. Bad Time 11. The Loco-motion 12. Some Kind Of Wonderful 13. Heartbreaker
O Metallica lançou um EP Beyond Magnetic com quatro faixas que sobraram das gravações do cd Death Magnetic (2008), todas produzidas pelo mago dos estúdios Rick Rubin.
"Hate Train", "Just A Bullet Away", "Hell And Back" e "Rebel Of Babylon" compõem o mini-CD, já disponível para compra na Amazon. São boas músicas e ratificam o grande retorno do Metallica ao mundo do rock pesadíssimo. Os caras estavam mesmo com bala na agulha. Se as sobras são deste nível...que venha em breve um novo cd.
Assistir ao Grammy é mais ou menos como ver entrega do Oscar: tem alguma coisa boa, muita ruim, é longo demais e sempre termina muito tarde. Mas este ano resolvi assistir o 54º Grammy, que acabou ainda agora. Muito para ver Adele voltar a cantar depois da operação na garganta, sabendo também que daria ela na cabeça na premiação e que haveria Paul McCartney ao vivo. Precisa mais?
De quebra ainda houve uma histórica reunião dos Beach Boys. Bom ver o genial Brian Wilson e cia, mesmo com o líder da banda com aquele olhar de quem parece não estar ali de verdade, pois ele teve muitas complicações mentais ao longo da vida, fruto de uma esquizofrenia e uso de drogas alucinógenas como o LSD, uma combinação explosiva. Mas estava lá, é um sobrevivente.
Vale aqui um parêntese para falar sobre os Beach Boys. O disco Pet Sounds (66) foi uma grande influência para Paul fazer o Sgt. Pepper's ( 67). McCartney várias vezes declarou considerar Brian um gênio. Pet Sounds pode ser considerado um marco do art rock, um disco conceitual que é um dos pilares do psicodelismo e do rock progressivo. Gerou uma saudável competição à época, pois logo depois veio o fundamental Sgt. Pepper's. Então, a história do rock estava bem representada neste Grammy, por Brian Wilson e por Paul, o mais musicalmente talentoso dos fab four.
Quem apresentou o primeiro número de Paul foi Stevie Wonder. Chamou-o de fantástico, maravilhoso e ainda tocou um pedaço de "Love me do" na gaita. Es-pe-ta-cu-lar! Dia de gênios neste Grammy, coisa rara, muito rara, raríssima. Paul cantou "My Valentine", de seu último cd "Kissess on the Bottom", lançado mundialmente semana passada. Ele estava classudo, sentando num banquinho como um crooner, cantando com orquestra, no formato de standard, retrato deste trabalho atual.
Barbada: Adele levou tudo. Conquistou Melhor Perfomance Vocal Feminina de Pop ("Someone like you"); Canção do Ano, Gravação do Ano e Clipe do Ano com "Rolling in the Deep"; Melhor Álbum Pop do Ano e Melhor Álbum do Ano, com o seu"21". No último prêmio ela estava muito emocionada, e agradeceu à mãe dizendo que "é muito bom o ouro". Figura.
Ao receber um dos prêmios anteriores ela, sutilmente, dissera que agradecia, mas que não era uma cantora pop. Legal. Agradeceu ainda ao produtor Rick Rubin. Detalhe: Rubin foi produtor de discos do Slayer, de todos do System of a Down, do Audioslave, de um do AC DC, do Rage Against the Machine, do Red Hot e do último do Metallica, só pra citar alguns. Pois é, Adele está muito bem acompanhada. Rubin é o cara.
Eu queria mesmo era ver a jovem inglesa cantando. Eis um sinal de esperança, uma luz no fim do túnel, que uma excelente cantora, que fez um grande cd, leva os maiores prêmios lá nos EUA, terra hoje, infelizmente, de boa parte do excremento musical mundial. Adele é um sopro de vida e de ar puro, uma flor num pântano de Rihana, Lady Gaga, Katy Perry e muito lixo "r&b".
Adele iniciou "Rolling in the Deep" à capela!!! Maravilha, vozeirão inteiro e preservado como pode ser visto no clipe abaixo. Assim que sair um de melhor qualidade, e completo, eu troco, pois no final da música aparece ela sendo aplaudida de pé, inclusive por Sir Paul McCartney, que parecia estar comemorando um gol ao final da música. Aliás, parece que Adele realmente foi o golaço da música em 2011.
No final da festa, Paul toca a clássica suíte dos Beatles "Golden Slumbers"/"Carry That Weight"/"The End". De arrepiar, uma música épica. No duelo de guitarras que encerra a música, teve Paul com uma clássica Gibson Les Paul; Joe Walsh (Eagles); Bruce Springsteen, que fez os piores solos; Dave Groll, ex-baterista do Nirvana e atual líder, guitarrista e vocalista do Foo Fighters, que fez os riffs mais pesados; e os dois guitarristas da atual banda de apoio do ex-beatle. Foi bonito. O último verso é eternamente poético e com ele encerro por aqui: "and in the end / the love you take / is equal to / the love you make".
Em 1980 houve um acidente de avião que transportava os equipamentos da turnê de Peter Frampton. Foi ali próximo ao Caribe. Vidas se foram e Frampton acabou perdendo sua guitarra preferida, uma Gibson Les Paul 1954, preta, com a qual tocou no Humble Pie e gravou aquele que seria, até então, o álbum ao vivo mais vendido da história, "Frampton Cames Alive" (1976), já em sua carreira solo.
Ocorre que, descobriu-se há alguns anos, a guitarra foi retirada das ruínas e mais tarde vendida a um músico no Caribe Holandês, na Ilha de Curaçao. Depois de uma longa negociação envolvendo um fã de Frampton e o espertalhão que ficou com a relíquia, a guitarra foi finalmente devolvida ao verdadeiro dono no início do mês passado.
Segundo o New York Times, a história de Peter com esta guitarra começõu em 1970, quando a pegou emprestada de um fã, quando tocava com o Humble Pie, no Fillmore, em San Francisco. Peter trocara a sua Gibson SG por uma Gibson 335 semi-acústica, mas não estava satisfeito com o som, então um fã lhe ofereceu sua Les Paul para o próximo show. "Eu disse a ele que eu nunca tinha tido sorte com uma Les Paul e que eu preferia uma SG. Eu a usei em ambos os sets e os meus pés não tocavam o chão", lembrou, dizendo o que ele pensara: "Esta é a melhor guitarra que eu já toquei."
Peter Frampton e sua estimada Gibson no Humble Pie
O NYT conta que após o show Frampton tentou comprar o instrumento, mas o fã, Mark Mariana, insistiu em dar-lhe de presente. Tornou-se sua guitarra favorita de Peter, que passou a tocá-la direto no Humble Pie, inclusive nos álbuns "Rock On" e no ao vivo "Rocking The Fillmore", e em todos os registros na carreira solo."É tudo que eu usei por 10 anos", disse ele. "Ela era parte de mim.
Agora, ao receber de volta sua guitarra preferida, separada dele nas últimas três décadas, Frampton disse: "Ainda estou em estado de choque. Primeiro pela guitarra ainda existir. Depois, por ter voltado para mim. Sei que ela voltou para mim, mas não posso esquecer as vidas que se perderam no acidente. Agradeço a todos cujo esforço levou a este momento. Agora vou fazer um seguro de dois milhões de dólares e nunca mais perdê-la de vista. Sempre foi a minha guitarra preferida e vai voltar a sê-la depois dos ligeiros arranjos que precisa".
A Gibson já confirmou em seu site oficial que de fato se trata da guitarra original. Em breve Peter Frampton espera tocá-la novamente. Por enquanto, ele deixou o instrumento no Custom Shop Gibson em Nashville para algumas pequenas reparações. "O pescoço ainda está reto, mas vou substituir pickups antigas por novas, feitas para as mesmas especificações dos captadores originais". Mas disse que vai deixar as marcas de queimaduras e arranhões. "Eu quero que ela guarde as cicatrizes de sua batalha", disse ele.
Foto da capa do vinil duplo quando aberto
Abaixo um clipe de Peter Frampton com sua guitarra em 1975. Que vivam felizes para sempre.