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Martin Turner - integrante do Wishbone Ash - no Rio em setembro

 

Um espetacular álbum, "Argus", do Wishbone Ash, faz 40 anos de aniversário este ano. Tempo pra caramba...mas nem tanto se você nunca ouviu a banda. É um tipo de disco atemporal, feito em alguns momentos sublimes onde parece que a química musical se encontra e algumas bandas fazem algo incrível.

O Wishbone Ash não é grupo muito conhecido por aqui, o que acho uma pena. Foi uma baita banda de rock inglês, que lançou seu primeiro trabalho em 1970. Tinha duas guitarras conversando, duelando entre si, arranjos bonitos e vocais muito bem afinados. O principal cantor era Martin Turner, o baixista. Este cara estará no próximo dia 21 de setembro, no Teatro Rival, num dos dias do Rio Prog Festival. Imperdível.

Um detalhe: dizer que o Wishbone Ash foi uma banda de rock progressivo não está propriamente correto. Eu digo que a banda flertou com o progressivo, sobretudo no clássico "Argus", que dizem que Martin Turner tocará na ínegra no show. A banda foi muito além do progressivo. Por isso, pode-se ouvir sem medo algum de parecer um som datado. Os caras sempre fizeram rock com classe e elegância singulares.

Recomendo a todos que ouçam o "Argus". Parece jovial aos 40 anos. Lindo demais. Abaixo coloco o Wishbone Ash em 1973 e Martin Turner no ano passado, mostrando que está em forma aos 64 anos. Tirem suas próprias conclusões e aproveitem a oportunidade para presenciar ao vivo uma das mais belas páginas do rock.

 

 

 

 


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Escrito por Ronaldo às 00h45
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Primeiro do Gov't Mule lançado no Brasil

 


Formado pela dupla Warren Haynes (guitarra/vocal) e Allen Woody (baixo) - como um projeto paralelo à sua banda principal, o The Allman Brothers Band -, juntamente com Matt Abts (bateria), o 'power trio' Gov't Mule despertou o interesse dos apreciadores do "rock das antigas" com o seu auto-intitulado álbum de estréia, lançado em 1995.

Para quem não sabe, o disco em questão foi gravado "ao vivo no estúdio", com direito a poucos retoques de pós-produção. Resumindo: um álbum de rock sem frescuras! A vinheta de abertura, "Grinnin' in Your Face" (cover de Son House), cantada "à cappella", evidencia bem a crueza do trabalho da banda, o que leva o ouvinte a um arrepio inevitável em "Mother Earth", um blues rock "viajante" e poderoso.

Com seus 'grooves' suaves - mas não menos energéticos -, o grupo também mostra uma excelente química para 'jams', não apenas na ótima faixa instrumental "Trane", mas também nos pequenos detalhes de faixas como "Rocking Horse", "Monkey Hill", e na arrepiante "Mule". Se as letras não são o forte do trio, o instrumental compensa a falha em grande estilo!

A homogeneidade do álbum chega a desnortear até um ouvinte mais experiente, que pode acabar apreciando o cover de "Mr. Big" (do Free) como se fosse mais uma das faixas do grupo. E após o "balanço" de "Left Coast Groovies", o trio encerra sua viagem musical com a extensa "World of Difference", que parece ter sido feita sob medida para não cansar o ouvinte.

Dos abundantes solos de guitarra e vocais "bluesy" de Warren Haynes, passando pela cozinha já madura de Allen Woody e Matt Abts, o Gov't Mule mostrou em sua estréia uma identidade que soube captar o melhor da alma musical dos grandes 'power trios', em uma época que desprezava o "bom e velho rock 'n' roll". Escute sem medo!

Dica do autor: o álbum em questão foi lançado no Brasil pela Die Hard Records. Se você é um apreciador de cds, dê uma conferida!

Músicas:
1. Grinnin' in Your Face
2. Mother Earth
3. Rocking Horse
4. Monkey Hill
6. Temporary Saint
6. Trane
7. Mule
8. Dolphineus
9. Painted Silver Light
10. Mr. Big
11. Left Coast Groovies
12. World of Difference


(Fonte: Whiplash)


 



Escrito por Ronaldo às 04h09
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Tributo a Jon Lord (Leicester, 9 de junho de 1941 — Londres, 16 de julho de 2012)

 

Deep Purple - Concerto For Group And Orchestra

Gravado ao vivo no Royal Albert Hall em 24/09/1969

Obra composta por Jon Lord


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Escrito por Ronaldo às 13h52
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Música tema dos Jogos Olímpicos de Londres


Não poderia deixar de ser um rock. A banda é a Muse. Gostei da música. Aparecem influências do Queen, com o peso e a levada característca deste moderno power trio britânico.

 

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Escrito por Ronaldo às 17h51
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Sobre o mico do ano


O nosso eternamente juvenil rock será sempre a música movida a sentimento verdadeiro. A técnica nunca foi o ponto forte deste gênero quase sexagenário. Mesmo os virtuoses do rock, eles não podem ser comparados aos músicos de jazz. Os três acordes dominam e dão o tom neste ritmo. Feita esta ressalva, esta simplicidade musical também pode ser genial, quando envolve, além da contestação, verdade, fúria, amor, rebeldia, ódio etc e tal, letras inteligentes e músicos sensíveis.

A Legião Urbana nunca chegou aos pés de Paralamas ou Barão no que tange a técnica musical, mesmo os três tocando na mesma fase do chamado BRock. A banda de Renato Manfredini Jr bebeu na fonte do punk e pós-punk, ou seja, o “faça você mesmo”, pegue uma guitarra e saia tocando, mas com paixão. Nunca foi o forte da Legião a excelência dos três acordes. 

Posso testemunhar, pois em 85 estava com meus 15 anos e vi todo o movimento de rock nacional impulsionado para a mídia pelo primeiro Rock in Rio. Então, na época, a Legião era a banda dos caras mais antenados, dos inteligentes, da galera mais cabeça. As meninas normalmente ficavam com o RPM, do galã Paulo Ricardo. Gostei do Barão Vermelho, mas não comprava seus discos, o mesmo para o Paralamas, tecnicamente o melhor da geração. Uma grande banda, com letras inteligentes de Herbert, um baixo forte de Bi e a arrasadora bateria de Barone.

A Legião virou uma religião, muito pela força das letras, muitas políticas, depois essencialmente de amor, e também da voz bem empostada de Renato Russo. A Legião era Renato Russo e mais alguns caras. Desculpe os outros caras, mas as letras e músicas de Renato existiriam sem Dado, Bonfá e o hoje mendigo Negrete.

Feita esta contextualização do rock na música e do Legião no BRock, chego ao Tributo feito pela MTV. Não entendi o motivo de um tributo. Não por falta de merecimento da banda, mas de fato pareceu um projeto caça níquel. Este tipo de ranço torna pouco sincero qualquer iniciativa do gênero. Como um legionário, fiquei razoavelmente curioso, apesar de entender que não há Legião sem Renato Russo, e qualquer tentativa de homenagem pode ser tosca, como achei a feita no último Rock in Rio.

Fiquei interessado em assistir quando soube que o “projeto” teria nos vocais o excepcional ator Wagner Moura. Gosto de graça dele, e procuro acompanhar sua carreira. Sabia que ele tem uma banda onde brinca de cantor. Esteve até no Jô Soares. Vi entrevistas e o nosso Capitão Nascimento dizia que era fã da Legião. Ok, vou perder um tempinho e dar uma olhada.

Um ator do naipe de Wagner pode incorporar qualquer papel, mas estava preocupado pois um palco não é um estúdio e ele não um cara rodado de banda, muito menos um cantor/vocalista com cancha. Quando se sobe num palco para fazer um show, a pessoa, seja lá quem for, vai ser avaliada como se profissional do palco fosse. Isso não tem a ver só com técnica, tem a ver com profissionalismo e coerência com a essência, no caso, do rock da Legião Urbana.

O Seu Jorge,  cantor e compositor, quando atuando em cinema,  será julgado como ator. Lamento. Então, se o meu querido Wagner subiu de verdade “o morro” com “roupa de policial”, vai trocar tiro de verdade, será alvejado como se policial fosse. Não deu outra. O Tributo foi um tremendo fiasco em minha opinião, infelizmente pela atuação de Wagner Moura nos vocais.

Uma pena. Culpa de Dado e Bonfá, que colocaram o ator nesta roubada, talvez por orientação de marketing, pois Wagner Moura puxa público também e por si só torna pitoresco o fato. Deu notícia, deu até making off na MTV que, dizem, pagou R$ 1,5 milhão para Dado e Bonfá. Por um caraminguá destes eu também ficaria disposto a participar de um mico. Não sei se o capitão levou bola.

Um dos pontos louváveis de nosso maior ator é a opção de não se expor muito, não é e ir a eventos sociais, não fica fazendo presença na noite, não gosta de badalação, e além de tudo é um sujeito com muita consciência política – acaba de declarar apoio ao Marcelo Freixo para prefeito do Rio. Voto contigo capitão!!!

Então foi legal ver o Wagner muito  feliz e respeitoso nas entrevistas para jornais, e no "making off", falando de sua paixão pela Legião Urbana, disse que era a banda de sua vida, era um fã mesmo. Acredito. Mas subiu no palco, PARCEIRO, o negócio é à vera. Não deu outra: foi um fiasco. Wagner, apesar da visível empolgação no palco, atravessou direto, errou tons, desafinou o tempo todo, e depois de pular e gritar muito, na segunda parte do show estava exausto, ai que a voz ficou uma merda mesmo.

A galera que estava na platéia não deve ter se dado conta. A platéia cantava a todo pulmão cada verso. Foi uma espécie de catarse coletiva, até para os ouvidos, que foram feitos de penico pelo ator. Wagner podia cantar de qualquer jeito, o publico já estava ganho antes. O povo queria cantar, não ouvir. Uns críticos falaram que foi o maior karaokê já visto. O pior é que foi verdade. Um não-cantor pega o microfone, desafina geral uns clássicos, e a galera bêbada, ou em cega e surda transe, canta junto e não está nem aí.

Como eu não gosto de karaokê, nem estava bêbado, assisti com constrangimento e pena alheia ao king Kong pago pelo Wagner Moura. Quero ver o milagre que a MTV vai fazer pra lançar este material em cd e DVD. Perpetuar a pagação de mico de nosso maior ator é uma maldade, que ele mesmo deixou fazer, mas que não merece. Foi usado. Brincou com fogo, e se queimou.

Fiquei pensando: o que Renato Russo acharia disso? Acho pouquíssimo provável que ele aprovaria colocar um ator estragando suas músicas, se fosse o caso da morte de Dado ou Bonfá. Ele não permitiria isso, ainda mais algo totalmente caça-níquel, sem sinceridade alguma, em que pese a boa sacada de trazerem Andy Gill, do Gang of Four, uma das maiores influências de Renato e da banda, para dar canja. Este tributo será sempre lembrado como aquele que o Wagner Moura “cantou”. Na verdade foi o dia que o herói nacional capitão Nascimento subiu o morro e...morreu. Pede pra sair do palco, Wagner!!!


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Escrito por Ronaldo às 14h43
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Eric Clapton: "Layla", a perfeição do disco e da canção

 

"Falar de CLAPTON é pensar em blues, no rock, na virtuose, na técnica, nos solos e riffs clássicos, e principalmente em “Layla”. Não há como afastar do pensamento o seu masterpiece, sua assinatura definitiva. A canção consegue resumir tudo o que ERIC construiu em quase 50 anos de carreira e é a que mais empolga seu público.

“Layla” é uma das músicas prediletas de CLAPTON (a preferida mesmo é “Something”). Ao falar sobre ela, em uma entrevista, ERIC descreveu: “Eu sou incrivelmente orgulhoso dessa canção. Ela ainda me nocauteia quando a toco. Eu amo ouvir essa canção, é como se não fosse minha, como se eu estivesse ouvindo alguma banda que eu realmente gosto.”.

A canção faz parte do sensacional e indispensável álbum “Layla and Other Assorted Love Songs”, gravado em seis semanas e lançado em dezembro de 1970 pela banda Derek and The Dominos. Esse disco, top 20 da história do rock e top 5 da discografia blues/rock, carrega clássicas como “Little Wing”, “Key To The Highway”, e “Bell Bottom Blues”, só pra citar algumas.

Em 1970, após ter deixado a banda “Delaney & Bonnie” e iniciado sua carreira solo, CLAPTON partiu para um novo projeto: um álbum com essência mais roqueira, diferente e definitivo, até mesmo conceitual, por assim dizer. Cuidadoso, ERIC montou uma banda espetacular para gravar a obra prima. Recrutou Duane Allman (Allman Brothers Band), o mago do “slide guitar”, e dividiu com ele a responsabilidade pela maior parte do trabalho. No mais, completaram o line up os ótimos Jim Gordon (batera), Bob Whitlock (teclados) e Carl Radle (baixo), ex-companheiros de Clapton do Delaney.

Os quatro americanos trouxeram as desejadas influências roqueiras ao álbum, em especial a sulista yankee (Allman Brothers, Lynyrd Skynyrd...). Ouvindo o disco, percebemos o rock, o blues, o soul e aquela essência tipicamente estradeira, especialidade de Duane. Allman colocou um pouco de tempero no blues tecnicamente perfeito de CLAPTON, e a mescla disso foi a química mágica do disco.

Falando em química, o disco também foi calcado em drogas nos momentos criativos. ERIC, o líder da matilha, vivia a heroína e o álcool intensamente na época. O tecladista Bobby Whitlock, ao comentar o assunto, fez um resumo sincero e matou a questão: ”As sessões de gravação tinham um menu psicotrópico: cocaína, heroína e Johnnie Walker. O resultado? Uma obra prima. CLAPTON oscilava à beira do caos, mas nunca deixava de ser genial.”.

“Layla and Other Assorted Love Songs” foi produzido por Tom Dowd, um mago que já havia trabalhado com o Cream e a Allman Brothers Band. Foi ele quem intermediou a vinda de Duane para o “Derek and The Dominoes”, certo de que algo brilhante surgiria do encontro dos dois monstros da guitarra.

Ao lembrar-se da incrível sincronia e entrosamento entre CLAPTON e Duane, o principal diferencial do disco, Dowd disse: “Deveria haver algum tipo de telepatia acontecendo entre eles, pois eu nunca havia visto inspiração espontânea acontecendo naquele nível. Um deles tocava uma nota e o outro reagia instantaneamente. Nunca um deles pediu ao outro para tocar de novo. Eram como se duas mãos coubessem em uma única luva.”.

Tom acertou em cheio... Ao permitir que as gravações fossem feitas em “jam takes” de várias horas e depois aperfeiçoadas, Dowd conseguiu extrair o máximo da criatividade dos caras quando estavam doidos e aproveitou a excelência musical deles quando estavam sóbrios. Ao ouvir o disco pronto, Tom ficou estupefato com o resultado e disse que aquele era o álbum mais sensacional dos últimos 10 anos.

Incrivelmente o álbum teve dificuldades em tornar-se um best seller, só chegando a um bom posicionamento nas paradas 18 meses após o lançamento. As explicações mais plausíveis são que a banda “Derek And The Dominoes” não era conhecida pelo público (o nome de CLAPTON estava só na contracapa) e que “Layla”, seu carro chefe, era grande demais para tocar nas rádios. Uma maior exposição do disco só aconteceu com a vinculação do álbum à Eric e com a execução de “Bell Bottom Blues” nas emissoras como música de trabalho.

Infelizmente esse disco foi o único do lendário quinteto. A utilização massacrante de drogas por todos os membros perturbou o que seria o início da gravação do segundo disco deles. Alguns desses registros estão presentes na discografia de ERIC, mas a obscuridade é clara. Em 1971 ainda houve o falecimento de Duane, e qualquer tentativa de reestruturar aquela brilhante banda foi-se pelo ralo.


Derek And The Dominos ao vivo: Clapton, Gordon e Duane.

Voltando ao disco, todo ele é uma declaração de amor de CLAPTON à Pattie Boyd, então esposa de seu grande amigo George Harrison. Várias de suas canções (“Layla”, “Bell Bottom Blues”, “Have You Ever Loved a Woman” e “I Am Yours”) encaixam-se perfeitamente no contexto em que viviam e nas circunstâncias adversas para que o amor deles se consolidasse.

Falando especificamente de “Layla”, ela é a trilha sonora do mais famoso triângulo amoroso da história do rock. Sua letra é um conto de amor e obsessão dolorido e amargurado, o relato de uma paixão arrebatadora por alguém inicialmente inacessível.

O título da canção veio de um poema persa imortalizado pelo azerbaijano Nezami Ganjavi, chamado “Leyil and Majnun”. Os versos, datados do século XII, contam a história da princesa Leyil, cujo casamento arranjado fazia sofrer o jovem Majnun, que a amava desde a infância. Um final feliz era impossível, dadas as diferenças entre os clãs familiares, e isso acaba levando Majnun à loucura. Qualquer semelhança não é mera coincidência...

CLAPTON, apesar de vender a imagem de uma rocha indefectível e inabalável, mostra em “Layla” um lado humano, devotado e apaixonado como jamais fizera ou fez. Seria mais “clapton” fazer um slow blues choroso e introspectivo sobre o amor quase platônico por Pattie, mas ele preferiu a exposição, o desabafo do fundo da alma, uma súplica piedosa por retribuição.

ERIC começou a interessar-se por Boyd em 1969. Fico pensando em quanto ela era irresistível e acabo concluindo que o grau era máximo. Afinal, nenhuma musa inspiradora conseguiu três canções de tamanho quilate como declarações de amor: “Layla” e Wonderful Tonight”, por CLAPTON, e “Something”, lendária canção dos Beatles composta por George Harrison.

Em 1970 ERIC tomou coragem e declarou seu amor por Pattie em uma festa, tocando “Layla” para ela. Mais cedo, na mesma balada, CLAPTON teria procurado George e aberto o coração para seu amigo. Pattie resistiu a ERIC por mais algum tempo, apesar da persistência inacreditável do Slowhand.

Pattie descreveu em seu livro, chamado “Wonderful Tonight”, como foi tocada pela música: “Eu fiquei impressionada e tocada com a canção. Era tão apaixonada e devastadoramente romântica; dolorosa e linda. Eu não pude resistir por muito tempo...”.

Leitoras mulheres... Imaginem um homem apaixonado, com um violão, cantando isso para vocês: “O que você fará quando ficar sozinha e sem ninguém esperando ao seu lado? Você tem fugido e se escondido há tanto tempo, você sabe que isso é só o seu orgulho bobo. // Layla, você me pôs de joelhos, Layla, implorando querida, por favor, Layla. Querida, você não acalmará minha mente preocupada? // Tentei te dar consolo quando seu velho homem te abandonou. Como um tolo me apaixonei por você, você virou meu mundo de cabeça pra baixo // Layla, você me pôs de joelhos, Layla, implorando querida, por favor, Layla. Querida, você não acalmará minha mente preocupada? // Vamos conduzir a situação da melhor forma antes que eu acabe indo para a insanidade. Por favor não diga que não acharemos uma maneira e não me diga que o meu amor é em vão...”. De quanto tempo seria a sua resistência?

Em meio à insistência de CLAPTON, George mostrava-se um tanto despreocupado com a profundidade das coisas. Sua amizade com ERIC e o número de vezes que este o ajudou profissionalmente pesavam para que sua reação não fosse hostil. Da mesma forma, seu amor por Pattie já não era mais tão intenso. Provavelmente pensando em tudo isso George abriu caminho para CLAPTON “roubar-lhe” a esposa.

Em 1974 Pattie divorciou-se de George, mas a saga dos vícios de ERIC, naquele momento a heroína, os manteve afastados. Apenas cinco anos depois, quando CLAPTON voltou para o álcool e ficou um pouco menos maluco, os dois se casaram em meio à famosa tour de Eric naquele ano (do sensacional disco ao vivo “Just One Night”).

Apesar de todo o contexto ser realmente pouco convencional, George e CLAPTON continuaram amigos. Continuaram a frequentar a casa um do outro e tocaram juntos muitas vezes depois daquilo, inclusive no casamento de ERIC e Pattie. Ambos brincavam com a situação dizendo-se “husbands in law”, como se fossem parentes ligados por Boyd.

A separação do casal aconteceu nove anos depois, segundo Pattie em razão dos problemas de CLAPTON com o álcool. Em recente entrevista, Eric mencionou ter levado um grande choque com a manchete de capa de um jornal britânico que divulgava o livro autobiográfico de Boyd: “O alcoolismo de ERIC CLAPTON destruiu meu casamento”.

Musicalmente falando, “Layla” foi idealizada como uma balada puxada para o blues. Passou a ser uma canção roqueira com a co-participação de Duane e alcançou um caráter híbrido com o piano do batera Jim Gordon.

Apesar do instrumento não ser sua praia, foi dele a criação do movimento maravilhoso que dá vida à segunda parte da canção. Reza a lenda que em uma madrugada aleatória CLAPTON voltou ao estúdio e encontrou Jim ao piano, tocando o que viria ser a metade final de “Layla”.

Se as notas de Jim conseguiram fechar a canção com chave de ouro, o arrepiante e incendiário riff de entrada é o cartão de visitas de “Layla”. A inspiração para o começo veio desde um blues de Albert King, ídolo de ERIC, chamado “As The Years Go Passing By” (1967). Em entrevista concedida há mais de 20 anos, CLAPTON mencionou ter “seguido a linha de notas desse slow blues e acelerado...”

Ao longo do som, temos um dos mais inspirados solos de todos os tempos, a perfeita união de técnica e feeling. CLAPTON e Duane praticamente duelam durante toda a canção, mas remam juntos para torná-la inesquecível. Quem foi mesmo que disse que solos roqueiros precisam de velocidade e que a guitarra não é a rainha dos instrumentos musicais?

De todas as versões de Layla que já assisti, a do vídeo abaixo é a menos técnica, mas certamente a mais rica, rápida e aditivada. Em 21 de setembro de 1983, em um concerto chamado ARMS Charity Concert, CLAPTON dividiu o palco com Jimmy Page e Jeff Beck. A “Santíssima Trindade da Guitarra” como muitos apelidaram, reuniu-se 15 anos depois e esmigalhou em “Stairway to Heaven”, “Tulsa Time” e “Layla”. É hilário ver o pessoal pedindo a Page que toque mais devagar...

Ainda falando de vídeos de “Layla”, preciso indicar o vídeo onde CLAPTON reinventou-a, em seu “Unplugged” (1992). Acompanhado de feras como Nathan East, Ray Cooper e Andy Fairweather Low, ERIC cortou a parte do piano e criou um arranjo sensacional. A música ficou mais lenta, swingada e blueseira, típica dos bares de New Orleans. Simplesmente sensacional.

Acústica ou elétrica, rápida ou veloz, em 1970 ou em 2011. Não importa quando, como ou por que. “Layla” despreza tempo, ritmo ou intensidade e marca nossos corações a cada audição. Definitivamente sua perfeição a fez imortal.."

(Fonte: Whiplash)


 

 



Escrito por Ronaldo às 03h37
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Bonamassa no Vivo Rio

 

Faltavam quatro minutos para as 21:30hs, do dia 31/05, quando começou a tocar "2 minutes to midnight", do Iron Maiden, nos alto falantes do Vivo Rio. Deu pra perceber de cara que o som estava ótimo, ufa!, e que a rapaziada que trabalha com Joe Bonamassa sabe fazer barulho. O clássico do metal acabou, as luzes se apagaram, e, numa pontualidade britânica, já estava no palco Bonamassa, este novaiorquino de 35 anos que é a nova lenda da guitarra do blues e do rock. Calça jeans, camisa social preta e os inseparáveis óculos. Além da Gibson, claro.

O show começa com "Slow train", do cd Dust Bowl (2011). A parede de Marshals atrás de Bonamassa jogava o som e aquecia aos poucos a platéia. O cara começou caladão, e só disse "oi" pra galera lá pela terceira música. A pegada dele é algo impressionante. Nada de exibicionismo gratuito, as notas são tocadas com muito sentimento,  muitas variações de tons e dinâmica diversa. Mas a troca de guitarras é constante, deve ter ocorrido umas dez. Sempre Gibson, seja a Les Paul Bonamassa Series, ou uma das antigas. A maior parte delas com alavanca, o que pode provocar a ira de muitos puristas.

Não bastasse ser um exímio músico, o sujeito ainda canta muito. Ele não é um guitarrista que canta blues e rock. Ele também é um cantor, e excelente intérprete, como mostrou em "Midnight Blues", de Gary Moore, e na arrepiante "Blues Deluxe", do Jeff Beck Group, que ficou sensacional. Rolaram também  clássicos de Howlin' Wolf, "Who's been talking" e Freddie King, "Look Over Yonder's Wall".

Foi uma aula de guitarra. "Sloe Gin", título do cd de 2007, foi um dos pontos altos; começa como balada, depois acelera, e tem uma apaixonada interpretação. Bonito. A guitarra é uma extensão de um músico excepcional. Tecnicamente perfeito, direto e reto, o show vai num crescente, até a incendiária versão "Young Man Blues", do The Who. A música começou com um duelo entre Bonamassa e seu excelente baterista, Tal Bergman. Depois os riffs de sua guitarra tomam conta e o couro come. The Who deve estar orgulhoso de ver o quão boa está a versão (vejam o vídeo abaixo feito no show)

Uma pequena pausa, o público já de pé, eu todo arrepiado, muita gente próxima ao palco, ninguém acreditando que aquilo tinha terminado. Minutos depois volta o novo guitar hero com uma taça vinho na mão. Elegante. Tocou uma de seu novíssimo cd, que eu não conhecia. Depois foi atacar com as músicas que vem sempre encerrando os shows: "Just Got Paid", do ZZ Top, com trechos de "Dazed and Confused", do Led. Pqp!!!!

Importante este link que Bonamassa faz entre o passado, sempre dando espaço para músicas de seus ídolos. Isto faz um bem enorme ao blues e ao rock, pois a garotada nova que hoje gosta dele vai aprender muito com esta luz generosa que é colocada no passado, em releituras fantásticas. Simplesmente incrível o show de Joe Bonamassa no Vivo Rio. Eu já estava com a expectativa lá em cima, mas posso dizer que saí de lá com a sensação de que acabara de presenciar a história na minha frente. Não é comum eu ter este tipo de percepção em shows, dado meus quase trinta anos de platéia.

Colocando a luz nos fundadores do blues americano, e nos blueseiros ingleses que nos anos 60 popularizaram e ressuscitaram o estilo, Joe Bonamassa reinventa seu trabalho no presente e põe esperança no futuro: há luz no fim do túnel!!!! Talvez não se dê conta ainda que está sendo a salvação da guitarra blueseira e roqueira, um papél que já coube a Eric Clapton, que muito ajudou a tornar conhecidos grandes bluesmans

Importante: a Som Livre, numa elogiável iniciativa, acabou de lançar no Brasil SEIS discos do início da carreira de Bonamassa, dois destes ainda em pré-venda na Saraiva. A gravadora mostra que está antenada,  suprindo a lacuna que havia até o mês passado, quando só tinha por aqui o cd de 2011 e o ao vivo no Albert Hall. Em breve espero botar todos estes na minha coleção.


Setlist do show


"Slow Train"
"Last Kiss"
"Midnight Blues"
"Dust Bowl"
"Who's Been Talking"
"Sloe Gin"
"The Ballad Of John Henry"
"Lonesome Road Blues"
"Song Of Yesterday" (do projeto "Black Country Communion")
"Look Over Yonders Wall"
"Blues Deluxe" 
"Young Man Blues" 


Bis:
"Driving Towards The Daylight"
"Just Got Paid" / "Dazed And Confused" 


 


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Escrito por Ronaldo às 01h12
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Joe Bonamassa - o novo guitar hero

 

Pois é, este cara aí de cima, que faz uma arrasadora versão de um clássico de Jeff Beck, estará no Vivo Rio na próxima quinta, 31 de maio. Muito significativo, e emocionante, poder ver uma potencial lenda da guitarra entre nós no auge da carreira. Não se trata de nenhum dinossauro que esteja fazendo uma turnê caça-níquel cantando clássicos, quando a gente acaba indo para testumanhar a história; muitas vezes vem gente em uma ótima forma técnica ainda,tipo o Beck, Clapton e outros; mas outras os caras chegam aqui aos cacos, como infelizmente eu vi com pena o excelentíssimo Johnny Winter num dos últimos suspiros do Canecão.

Bonamassa está tinindo. Acabou de fazer 35 anos. A turnê dele está bombando mundo afora. Está consagrado. Terei o privilégio de assistir a toda a energia do blues e da guitarra deste gênio. Morra de inveja quem não for. Mas como sou generoso contarei depois.

Abaixo segue o provável setlist do show.

 

Slow Train

Last Kiss

Midnight Blues

    (Gary Moore cover)

Dust Bowl

Lonesome Road Blues

Sloe Gin

    (Tim Curry cover)

The Ballad of John Henry

(Look Over) Yonder's Wall

     (Freddie King cover)

Blues Deluxe

     (Jeff Beck cover)

Young Man Blues

     (The Who cover)

Woke Up Dreaming

Django/Mountain Time


Encore:

Driving Toward the Daylight

Just Got Paid / Dazed And Confused

 

 

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Escrito por Ronaldo às 00h00
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Mês de maio será de Blues no Vivo Rio


Datas e horários:

11 de Maio, às 22h


Vencedor de 5 Grammys


Buddy Guy retorna aos palcos brasileiros no dia 11 de Maio de 2012, no VIVO RIO, em única e imperdível apresentação. Classificado entre os 30 maiores guitarristas de todos os tempos pelas revistas Rolling Stone e Billboard, Buddy é uma lenda do blues com cinco Grammys em suas prateleiras. Próximo de completar 76 anos, o guitarrista vai mostrar músicas de seu mais recente álbum, Living Proof (2010).

Neste album, Guy vai fundo em sua marcante vida . Seu som influenciou titãs do rock como Jimi Hendrix, Eric Clapton, and Stevie Ray Vaughan, mas ele continua em busca de novos sons e idéias.

 

 

 




Datas e horários:

31 de Maio, às 21h30



“Chamam-no de o futuro do Blues, mas estão errados – Joe Bonamassa é o presente; tão inovador que beira a definição de contemporâneo.” – Classic Rock Magazine.

Bonamassa tem sido coroado como um dos melhores guitarristas do mundo, evoluindo rapidamente para tornar-se um brilhante, carismático e hipnotizante blues-rock star, assim como um cantor-compositor de profundidade estilística e ressonância emocional.

Joe Bonamassa visita o Brasil pela primeira vez – 31 de maio, no Vivo Rio, e 02 de junho, no HSBC Brasil, em São Paulo! 

 

 

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Escrito por Ronaldo às 23h33
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Relíquia somente recomendada para fãs

 


 

A lojinha que fica ao lado de um puteiro na Rua do Rosário continua abastecendo minha coleção. Amém. Esta semana adquiri o cd acima, da lendária Janis Joplin. Trata-se de uma arqueologia musical resgatada dos arquivos do produtor musical Owsley Stanley, falecido aos 76 anos em 2011, que no meio da cena musical era conhecido como "Bear", daí o título, cara que foi o responsável por esta gravação bastante crua, mesmo considerando a remasterização que o próprio conduziu pouco antes de morrer.

Fiquei feliz em comprar algo inédito de Joplin tantos anos depois, mas devo confessmeu ouvido está aceitando muito bem sons que não sejam aente perfeitos. Isto não é exclusividade deste cd, recentemente fiqueito decepcionado com o som "pobrinho" de edição com 2 cds e um dvd de Ella Fitzgerald "Best of the BBC Vaults". Mas esta é uma outra hória que conta depois.

O som é, em termos de qualidade, então, um pouco distante de gravações ao vivo disponíveis do catálogo de Janis, mas, encontrar e lançar material inédito depois de tantos anos milagre e vale sim como registro histórico de um show realizado numa pequena casa de São Francisco, então um templo dos malucos beleza dos EUA. Mas o cd capta muito bem a química entre Janis e esta que foi sua principal banda de apoio. Em se tratando desta cantora, falecida aos cabalísticos 27 anos, o esssencial era mesmo a intensidade, magia e emoções que ela proprocionava cantando com o coração.


Faixas:

 1. Combination Of The  

 2. I Need A Man To Love

 3.  Flower In The  

 4. Light Is Faster Than  

 5. Summertime  

 6. Catch Me Daddy  

 7. It's A Deal  

 8. Call On Me  

 9. Jam - I'm Mad (Mad Man Blues)

 10. Piece Of My  

 11. Coo Coo  

 12. Ball & Chain  

 13. Down On  

 14. Call On  

 

Lembrando de Janis Joplin, abaixo um clipe gravado no ano em que ela nos deixou. Saudade desta cantora que dizia que ao subir no palco se sentia fazendo amor com 50 mil pessoas, mas que depois ia dormir sozinha.

 

 

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Escrito por Ronaldo às 04h55
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Joe Bonamassa - o senhor das guitarras


Acabou um show, começa outro. A fila sempre anda. Não pretendo ir mais a shows em estádios, depois do que Roger Waters fez no Engenhão. Mas não posso me afastar da música. Parafraseando o próprio Mr. Waters, numa das frases escritas no muro: NEM FUDENDO.

Então abram as mentes e ouvidos agora para Joe Bonamassa. Não tenho medo de dizer que se trata, na atualidade, do maior guitarrista de blues-rock do mundo. Sim, estou incluindo na lista o velho e bom Eric Clapton que, aliás, deu canja no show de Bonamassa no Royal Albert Hall, como poderão ver num vídeo abaixo. Eric não faz esta cerimônia pra qualquer um. Foi lá carimbar o passaporte do jovem americano. Foi bonito ver o duelo de guitarras, e duas gerações se encontrando no palco nesta passagem de bastão.

Muito bom perceber que a carreira de JB cresceu além do universo do blues, o que é um risco recorrente neste segmento. Ele virou um cara maior que isso, entrou pro mainstream. Que bom. Melhor ainda poder vê-lo aqui no Rio ao vivo e no AUGE da carreira, o que nem sempre ocorre. Isto se deve ao seu talento e também a um carisma e presença de palco que, por exemplo, nunca vi em Warren Haynes (do Allman Brothers e do Gov't Mule).

Bonamassa está com 34 anos e rumo ao topo do mundo. Além de uma carreira que o faz neste momento estar no meio de uma turnê muito grande, ele teve a felicidade de se encontrar com os mestres, além de Eric, ele já esteve com Leslie West, do Mountain, e faz parte do projeto Black Country Communnion, que tem Glenn Hughes (ex-Trapeze, Deep Purple) no baixo e vocal. Mas a carreira solo dele decolou, então, não é possível excursionar com o Black Country. Hughes está feliz por Joe, mas triste por ver que seu sonho de estar de novo numa grande banda fica cada vez mais distante com a subida de Bonamassa aos céus da música.

JB começou a ter guitarras aos 13 anos. Hoje está com umas 215. A maioria Gibson Les Paul Bonamassa. Pois é, o sujeito está com moral. Entretanto, o que pode parecer uma mera excentricidade, acaba por dar ao público a possibilidade de assistir a um artista deste quilate tocando, geralmente, nove guitarras por show. Isto hoje em dia, conseguir sonoridades diferentes de uma guitarra, pode ser obtido com pedais. Mas nada será como guitarras diversas, fazendo sons diversos e típicos. Viva o tradicionalismo e a megalomania de Boanamassa.

Músico excepcional, JB é rei de riffs poderosos, que são alcançados com muito estudo, para não se perder uma nota, aproveitando o som até o último tom. Ele dá um banho também no violão, em seu show sempre rola um set acústico. Não fica de fora o uso do slide guitar, um clássico do velho blues. Importante saber reverenciar as raízes e os mestres. Bom cantor, de voz rascante e firme, trata-se ainda de um compositor. Isto para alguém que tem o blues na alma é vital. Há de se fazer mais e melhores blues (valeu a lembrança, Spike Lee).

Sempre toca um cover, seja um "Blues De Luxe" (Jeff Beck Group, 68, com Rod Stewart), já gravou "Cradle Rock", de Rory Gallagher (salve!!!), e vem homenageando Gary Moore (R.I.P.). No outro clipe abaixo, ele encerra seu show no Royal Albert Hall com uma Gibson Flying V. No meio da música do ZZ TOP, "Just Got Paid", faz um improviso citando o riff de "Dazed & Confused", do Led Zeppelin. É de arrepiar. O templo inglês quase veio abaixo.

Se você leu até aqui, por favor, vá ao show no proximo dia 31/05, no Vivo Rio. Será a oportunidade de ver a nova lenda da guitarra blueseira, posto que já foi de Eric, Hendrix, Rory e SRV, e que agora é de Joe Bonamassa.

 

 


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Escrito por Ronaldo às 01h34
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"The Wall - ao vivo", de Roger Waters: o maior espetáculo audiovisual do mundo

 

Depois de já ter colocado aqui posts que contam a história do disco e do filme "The Wall", de Roger Waters, ficaria meio deja vú dizer o que foi o show da última quinta-feira no longínquo Engenhão. Mas o que pode ser dito de uma obra de arte por qualquer um é o sentimento único, este cada pessoa vai ter o seu, pois não se "entende" uma obra de arte, se aprecia, se energiza, se engrandece com a mesma e.... se aprende. Nos tornamos seres humanos melhores quando nos alimentamos de arte.

Eu vou a shows de rock em grandes estádios desde 1983, com o Kiss no Maracanã. Tive a oportunidade de assistir àqueles shows que nos últimos vinte anos vem sendo apontados como de maior estrutura e complexidade de som, imagem e cenário. Assisti o U2 no auge de sua excentricidade pop; vi Sir Paul McCartney duas vezes; Rolling Stones idem, sendo uma no Maracanã e outra na praia de Copacabana, para mais de um milhão de pessoas; o Metallica duas vezes; isto só para citar os grandes e poderosos chefões do show business mundial.

Então, sinto-me à vontade agora para dizer que, na minha opinião, o show IMPECÁVEL que o gênio brilhante e atormentado de Roger Waters criou, nesta releitura mais de trinta anos após o lançamento da obra "The Wall", é o MAIOR ESPETÁCULO AUDIOVISUAL DO MUNDO, seja do rock ou não, incluindo ainda cinema 3d, desfile de escolas de samba cariocas, Broadway ou qualquer ópera tradicional já feita.

Estou chocado. Estou maravilhado. Estou embevecido. Estou também orgulhoso e me sentindo privilegiado por ter presenciado um espetáculo desta magnitude. Eu já tinha assistido a este show no youtube em várias versões, desde que o ex-Pink Floyd iniciou esta megaturnê em 2010. Mas nada se compara a experiência de estar lá ao vivo, e sentir, ver e ouvir tudo que Roger Waters preparou com seu perfeccionismo obsessivo.

Entrando no Engenhão, que parecia não estar lotado, apesar de os jornais estarem dizendo que lá haviam 50 mil pessoas, se vê todo o gigantismo do muro que fica atrás de um dos gols e pega toda a extensão disponível. Aquela parede vai projetar imagens em altíssima definição de Waters, principalmente, muito pouco da banda, e MUITO daquilo feito especialmente para criar o clima e passar as mensagens da história desta ópera rock. Nunca vi nada igual em termos de perfeição de imagem e da criatividade de se usar o muro como uma tela viva de interação do artista, e de sua obra, com o público.

Foi bom ficar na pista longe do palco, para se ter a dimensão das projeções. Quem optou pela prime perdeu muita coisa de som e de imagem. O show começa e já dá para perceber o EXCEPCIONAL som quadrifônico desenhado, nos colocando como num "home theater" dentro do estádio. As torres ficam suspensas em volta do público e nas arquibancadas. Quem ficou no gramado do estádio teve logo no início a sensação de estar no meio da guerra em que o pai de Roger Waters morreu, dado o realismo de sons de rajadas, de explosões e rasantes de helicópteros e aviões.

Ao final da primeira música, "In The Flesh", uma réplica de um avião da força aérea britânica usado na Segunda Guerra sai do alto da arquibancada, passa pelo público e se choca com o muro e explode. Espetacular!!! Com a morte do pai de Waters se inicia o  muro que é criado ao redor deste ser humano, dentro do qual ele se isola. O muro é erguido também pelos "tijolos" do medo, da repressão do professor, da mãe superprotetora, do mundo de sucesso do rockstar Pink Floyd, das drogas, mulheres e da alienação, até a sua derrubada após o julgamento final.

O som da banda é algo que estou impactado até agora. Em quase trinta anos vendo shows ao vivo, nunca ouvi nada tão excepcional. O som da banda estava PERFETITO. Falei com um amigo/irmão que estava comigo que parecia o som de um cd ouvido em casa: alto, limpo e claro. Não existia a natural diferença entre o som de um disco e um som ao vivo, até nas suas eventuais divergências e imperfeições, afinal, um estádio não é um estúdio onde se grava um cd. Roger Waters redefiniu o conceito de som de um show ao vivo. Acreditem, a sensação era de estar ouvindo o cd "The Wall".

Roger Waters canta, toca seu contrabaixo preto, mas neste espetáculo, surgido de suas mais profundas angústias e inquietações, ele também atua, dirige e produz esta ópera rock "The Wall". O cara é um gênio. Muito ainda há de se reverenciar este sujeito, líder linha dura do Pink Floyd, mas que com seu despotismo artístico conseguiu levar a banda a patamares que os outros colegas não teriam a criatividade e inventividade necessárias de fazê-lo sem este cara. Waters foi o letrista e o cérebro por trás de toda a qualidade e inteligência da obra do Pink Floyd. 

Comparando este show com o anterior de Waters que assisti na Apoteóse, também grandioso e brilhante, onde tocara dentre outros clássicos o "Dark Side" na íntegra, se vê que com "The Wall" se atinge o máximo do que este gênio queria passar de recados emocionais, políticos e estéticos. A história será sempre atual pois ainda há tijolos e muros sendo criados ao redor das pessoas.

Foi emocionante a homenagem feita ao brasileiro Jean Charles, brutalmente assassinado em Londres, ou seja, na terra de Roger Waters. Há de se ter consciência política, e senso cosmopolita e humanitário, para repudiar qualquer ato de violência, inclusive no seu próprio país. O show foi dedicado à família de Jean, e a sua luta por justiça e verdade. Homenagem especialíssima ao Brasil.

Depois deste show sinto a necessidade de me afastar dos grandes espetáculos de rock. Acho que já vi de tudo que gosto. Sinto-me completo depois deste show. Dificilmente algum outro vai me tirar de casa e fazer encarar um estádio novamente. Estou feliz: "The Wall" pode encerrar em alto estilo minha lista de grandes shows. Daqui pra frente, quanto menor melhor, tipo lugares pequenos, um blues, um piano, um jazz, um banquinho e um violão. Roger Waters agora colocou um muro estético em frente da minha percepção roqueira. Obrigado, Mr. Pink Floyd. Eu amo muito isso tudo.


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Escrito por Ronaldo às 10h10
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The Wall em Porto Alegre - 25/03

"Os gaúchos pareciam mais do que satisfeitos quando receberam o show que ROGER WATERS em 2002. Os fãs mais antigos do músico, que cresceram ouvindo os clássicos “Darkside of the Moon” (1973) e “Wish You Were Here” (1975), imaginavam que haviam presenciado a única e definitiva performance do ex-PINK FLOYD na cidade. No entanto dez anos se passaram e o baixista/vocalista inglês retornou a capital gaúcha ára um espetáculo ainda maior. A ópera-rock batizada com o nome The Wall Live relembrou o disco mais popular da sua ex-banda e impressionou cada um dos 48 mil presentes que compareceram no estádio Beira-Rio.


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A maioria dos ingressos foi vendida antecipadamente e restavam poucas entradas na bilheteria no dia do show. Para muitos, o ex-PINK FLOYD trouxe o maior espetáculo que a capital gaúcha já viu em seus 240 anos de história. O imenso palco precisou de seis dias para ser montado e mais de cem toneladas de equipamento foram utilizadas em duas horas de show. Portanto, não foi de se estranhar as imensas filas que foram formadas desde cedo na frente do estádio do Sport Club Internacional e o trânsito caótico que dominou todo o entorno do Beira-Rio horas antes do início do da apresentação. O primeiro espetáculo da turnê brasileira The Wall Live – que lotou nove datas em Buenos Aires semanas antes de embarcar para o Brasil – teve que ter o seu início atrasado propositalmente por causa da dificuldade de acesso por parte da plateia. O público ainda chegava ao local do show em grande volume minutes antes do horário previsto para a sua abertura.

O público que enchia o gramado do Beira-Rio estava muito animado quando às 20h40 uma série fogos de artifício iluminaram o imenso palco e os 137 metros de largura do muro montado nas extremidades laterais do cenário. Com uma cerimônia emocionante para a maioria, a abertura do espetáculo baseado no disco “The Wall” (1979) levou os mais fanáticos às lágrimas. A plateia cantou junto com Waters a faixa “In the Flesh?” e ficou literalmente de queixo caído com a grandiosidade da performance de toda a banda. Em um primeiro momento, a música parecia apenas um complemento para o gigantesco teatro que foi montado ao ar livre. A qualidade do show comandado por ROGER WATERS é indescritível apenas com palavras. Os fãs do PINK FLOYD que deixaram de comparecer ao Beira-Rio certamente perderam o maior e mais envolvente espetáculo que já passou pela cidade em todos os tempos.


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A pequena réplica de um avião da II Guerra Mundial se colidiu surpreendente com o muro antes de a banda de Waters executar de maneira emocionante “The Thin Ice”. As imagens projetadas nas paredes comprovaram que o álbum “The Wall” (1979) venceu a barreira do tempo. As vítimas do terrorismo pós-11 de setembro foram relembradas na música que muito serve como tributo a todos que morreram na II Guerra Mundial. Na sequência, a óbvia “Another Brick in the Wall Part I” enalteceu os ânimos dentro do Beira-Rio. A faixa mais famosa do disco conceitual do PINK FLOYD levou ao palco o boneco inflável do professor malvado – de cerca de dez metros de altura – para enriquecer ainda mais um espetáculo puramente visual. No entanto, os pequenos da ONG Canta Brasil tornaram o coro de “Another Brick in the Wall Part II” ainda mais marcante e inesquecível. O show de ROGER WATERS corria com absoluta tranquilidade e qualidade técnica acima da média.

A primeira – e única – pausa de ROGER WATERS para conversar com a plateia foi muito útil para que o caráter meramente contemplativo do show fosse quebrado. O público pouco interagia com os músicos – até porque havia muito detalhes para acompanhar em cada um dos mais de 420 tijolos erguidos ao lado e em frente ao palco. Na pausa, o ex-PINK FLOYD ressaltou que a obra “The Wall” (1979) não foi composta exclusivamente para falar da sua vida: do pai que morreu durante a guerra e do casamento fracassado nos anos setenta. A turnê é uma homenagem a todos aqueles que também sofreram um dia. A figura do brasileiro Jean Charles é que ganha destaque na performance de “Mother”. Os aplausos do público são sinceros também na virada para a bonita “Goodbye Blue Sky”. Não há dúvidas de que os onze músicos que acompanham Waters ao vivo tornam o espetáculo ainda mais redondinho. O tecladista Harry Waters (filho do homem) e o vocalista Robbie Wyckoff (que muito lembra DAVID GILMOUR) exemplificam muito bem isso em “Young Lust” e “Don’t Leave Now”. A primeira parte do espetáculo foi encerrada com a curtinha “Goodbye Cruel World”.

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Os vinte minutos de intervalo entre o primeiro e o segundo ato do show tem dois motivos para existir e dividir o repertório. A primeira utilidade é dar um óbvio descanso ao britânico que ultrapassou há tempos a marca dos sessenta anos de idade. O segundo motivo é dar um pequeno tempo ao público para assimilar tudo o que aconteceu em pouco mais de uma hora de show. O ex-PINK FLOYD deixou nas entrelinhas diversas mensagens ao povo brasileiro – não representadas apenas na figura de Jean Charles. Com o muro todo de pé, a banda aproveitou toda a estrutura para transformar o Beira-Rio em uma verdadeira sala de cinema a céu aberto. O andamento do espetáculo correu de maneira natural com “Hey You” e a introspectiva “Is There Anybody Out There?”. Porém, o ápice do show ainda estava a caminho. A operística “Bring the Boys Back Home” funcionou perfeitamente como entrada para a sensacional “Comfortably Numb” – certamente o grande momento da noite. A performance impecável de ROGER WATERS foi brindada com um solo à altura de DAVID GILMOUR executado por Dave Kilminster. Para muitos, a noite estava ganha aqui.

As grandes surpresas de The Wall Live estavam em grande parte concentradas na primeira metade do show. O porco gigante que flutuou sobre a plateia – recheado de mensagens contestadoras retiradas do cotidiano gaúcho – foi a última novidade visual do espetáculo. A performance de ROGER WATERS passou a se concentrar então no que era projetado no muro e a sequências de imagens dialogava quase que permanentemente com o baixista/vocalista britânico. As faixas “In the Flesh” e “Run Like Hell” – dedicada aos paranoicos que estavam presentes no show – conduziram a apresentação até a agitada “The Trial”. O marcante encerramento da música – com o uníssono “tear down the wall!” (derrubem o muro!) – indicou claramente o que estava prestes a acontecer. O público foi ao delírio ao mesmo tempo em que os tijolos desabaram em frente ao palco. Porém, ainda restava mais um ato. Com ROGER WATERS no trompete, “Outside the Wall” colocou o ponto final na história iniciada duas horas atrás.

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Embora a saída do Beira-Rio tenha sido caótica para muitos, sobretudo para quem dependia do transporte público ou de um táxi, o sentimento era um só: a noite foi realmente incrível. A opinião era a mesma para os mais fanáticos pelo PINK FLOYD e também para todos os curiosos que compareceram ao estádio apenas para assistir o espetáculo de luzes e efeitos especiais. A simpatia e a competência técnica de ROGER WATERS e de toda a sua banda não deram margem para que nenhum deslize fosse colocado à tona. O show foi ótimo – provavelmente um dos melhores espetáculos que passou em Porto Alegre em todos os tempos – e deixou outro sentimento ainda mais aflorado dentro do peito de cada um. O de que o ex-PINK FLOYD volte para a cidade o quanto antes com essa mesma turnê ou outra qualquer."

 

Set-list:

01. In the Flesh?
02. The Thin Ice
03. Another Brick in the Wall Part I
04. The Happiest Days of Our Lives
05. Another Brick in the Wall Part II
06. Mother
07. Goodbye Blue Sky
08. Empty Spaces
09. What Shall We Do Now?
10. Young Lust
11. One of My Turns
12. Don't Leave Me Now
13. Another Brick in the Wall Part III
14. The Last Few Bricks
15. Goodbye Cruel World
16. Hey You
17. Is There Anybody Out There?
18. Nobody Home
19. Vera
20. Bring the Boys Back Home
21. Comfortably Numb
22. The Show Must Go On
23. In the Flesh
24. Run Like Hell
25. Waiting for the Worms
26. Stop
27. The Trial
28. Outside the Wall

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Fonte: Whiplash.net



Escrito por Ronaldo às 01h55
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Escrito por Ronaldo às 01h51
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Ex-baixista do Legião Urbana é encontrado vivendo nas ruas

Fonte: O Dia

Rio -  O baixista Renato Rocha, que fez parte da formação original do Legião Urbana e participou da gravação dos três primeiros discos do grupo, agora vive na rua, no Centro do Rio. Em matéria exibida no "Domingo Espetacular", da Record, na noite deste domingo, o músico falou de sua vida após a fama.


Renato Rocha (E) fez parte da primeira formação da Legião Urbana | Foto: Reprodução Internet 

Em um vídeo da época, Dado Villa-Lobos e Paulo Bonfá explicam que Renato Rocha foi expulso da banda por era "muito louco" e faltava aos ensaios e se atrasava para os compromissos.

"Ele era uma pessoa ótima, inteligente. Sóbrio era fácil de conviver", disse o músico sobre o amigo Renato Russo. "Eu nunca fui bom escritor, mas tinha ideias e conversava com ele, e ele escrevia", contou sobre o processo de criação das músicas.

Renato diz que está nas ruas há cinco anos, mas não consegue explicar direito como chegou a essa situação. O músico ainda revela que o dinheiro dos direitos autorais é muito pouco. "Como é que pode um disco vender mais de doze milhões de cópias e eu ficar na rua?", questiona.


A reportagem da emissora apurou junto ao Ecad - órgão responsável pela arrecadação e distribuição de direitos autorais no Brasil - que nos último dez anos ele recebeu R$ 109.953,00, uma média de R$ 916 por mês.



 



Escrito por Ronaldo às 22h47
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